sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Treinamento 2 - MURO e FINGUER (para escaladores)

Depois de ver alguns (muitos) vídeos de treinamento de escalada, consegui adaptar muito melhor meus treinos. E com certeza ainda tenho muito que aprender com os escaladores e escaladoras, livros e estudos.

Como disse no post Treinamento 1 vamos para a receita do bolo.


Bom, só para ser um parâmetro, me lesionei escalando bem as vias que já tinha mandando em Calogi/ES - Expresso da meia noite (8a), Trem da morte (7c), Trem da alegria (7b), em viagens 7a à vista, e batalhando a via Linha final (8b) que já estava com uma queda.

Como estou voltando a treinar, o treino não está do jeito que eu quero, nem que eu gosto, e sim o que estou conseguindo fazer, sabendo que tenho que ter muita paciência. Mas, vou deixar bem explicado e o resultado já é comprovado, pelo menos tenho ótimo resultados.

Estava escalando 6sup, 7a com muita garra, quando resolvi fazer meu muro em casa e começar a treinar. Em 4 ou 5 semanas de treino (que está relatado ai) saiu um 7c com duas entradas. Uma pra isolar o crux e outra para mandar.


O muro que tenho em casa, tem 30 graus , mai ou menos. Uma boa inclinação, e agarras variadas, nada pequeno demais, nem boas demais. Uma mistura excelente. Hoje com todos os furos com agarras! Lindo e colorido!




Os treinos estavam da seguinte forma: (antes da lesão)

MURO 


2x por semana - 1:30h  a 1:40 de treino - Terças e quintas são sempre bons dias para treinos, pois se você escalar no domingo, descansa segunda, e se vai sábado, a sexta é de descanso do treino da quinta.

Alongamento:

Dedos, braços, tronco e pernas

Aquecimento:

Em forma de pirâmide: (150 movimentos). É bom sempre variar as agarras. E quando tiver muito cansado, aí vai a dica, mexa menos os pés e faça mais movimentos com as mãos. Se o descanso estiver pouco aumente para 2 ou 3 minutos, o corpo vai se acostumando, e logo estará fazendo 1 minuto.

10 muvs  1 minuto de descanso
20 muvs 1 minuto de descanso
30 muvs 1 minuto de descanso
40 muvs 1 minuto de descanso
50 muvs 

10 minutos de intervalo  (Olha que passa rápido!)

VIAS:

4 vias (25 a 30 movimentos cada) 3x cada. (5 mim de descanso entre as vias - o importante é completar todo o treino, então se o descanso estiver pouco, pode aumentar)

As vias foram amigos que vinham treinar comigo e acabavam deixando as vias de presente. Obrigada Caio Afeto, Felipe Alves, Felipe Sertã e Lissandro.

Observações importantes:

  • Não são vias impossíveis de serem feitas. Mas em um limite forte, que talvez você gaste umas entradas para mandar.
  • Se eu escalo 7a, eu fazia vias de 6sup / 7a , pois não pode esquecer as repetições.
  • Não havia crux definido, as vezes um movimento que tinha que acertar um pé. Mas a ideia não era passar do crux, e sim terminar o treino naquele limite entre a dor e o cansaço delicioso de um bom treino.
  • Quando fizer todas as vias e as repetições com facilidade, está na hora de mudar as vias.
  • Quando eu treinava sozinha, usava os descansos para fazer abdominal. O tempo passa mais rápido.


Quando não tinha tempo para tanto treino, eu apenas fazia o aquecimento. Mas não deixava de fazer o muro. 25 minutos eram suficientes.


Treino: FINGUER (máximo de 15 minutos - não tem desculpas né!)



Montei meu finguer: o passo a passo está nas minhas fotos no Facebook. Fixei o finguer de forma que meus braços esticados conseguem pegar nas primeiras agarras ou regletes. Aí sobrou madeira pra baixo da porta e aproveitei o outro lado para colocar outras agarras.

Um dos lados do  finguer

Obs: Os exercícios podem ser feitos na barra. (caso não tenha finguer)

Escolhi 3 agarras iguais e na mesma altura para fazer os exercícios.  Abaulado muito bom (agarrão), tridedo e reglete.


Uma barra em cada agarra escolhida: Agarrão, depois tridedo, depois reglete. Quando se acostumar com uma barra diminua o tempo de descanso e quando acostumar começe a pagar duas barras na sequência.

1º bloco: Blocado completo (3x cada sequência das três agarras)

1. Paga uma barra e bloca completo no final 6 a 10 segundos. Solta, sempre com cuidado, pois pode machucar os cotovelos - 3 segundos.

2. Muda de agarra e faz a mesma coisa.

3. Muda de agarra e faz a mesma coisa.


Entre um bloco e outro esperar de 2 a 3 minutos.


2º bloco: 90º  (3x cada sequência das três agarras)

1. Paga uma barra e para em 90 º  6 a 10 segundos. Solta, sempre com cuidado, pois pode machucar os cotovelos - 3 segundos.

2. Muda de agarra e faz a mesma coisa.

3. Muda de agarra e faz a mesma coisa.


Entre um bloco e outro esperar de 2 a 3 minutos.


3º bloco: Estirado 170º  (3x cada sequência das três agarras)

1. Paga uma barra e para a 6 a 10 segundos. Solta, sempre com cuidado, pois pode machucar os cotovelos - 3 segundos.

2. Muda de agarra e faz a mesma coisa.

3. Muda de agarra e faz a mesma coisa.


Blocada completa


90 graus


170 graus


Após a lesão


Muro


Não estou fazendo vias ainda. Apenas resistência, em agarras boas pras mãos voltarem a se acostumar, e devagar o corpo ir pegando o jeito de novo.

Treino em um muro super forte (45º) às terças com o Felipe Sertã. Lá são várias entradas até não aguentar mais de 25 movimentos com 5 minutos de descanso (estou conseguindo fechar entre 150 e 200 movimentos).
 Na primeira semana da volta aos treinos eram 15 movimentos, na segunda 20 movimentos e a partir de agora 25, pois é um limite muito bom pra mim.

Antes faço de 300 a 400 abdominais além de umas boas estiradas no finguer (apensas tirando os pés do chão e esticando o corpo)


Fotos: Felipe Sertã


Quando estou no meu muro em casa (30º) às quintas feiras sozinha, faço entradas de 30 movimentos e 3 minutos de descanso. Também fechando o treino entre 150 e 200 movimentos.

Observem que apesar do muro ter menor inclinação, a intensidade dos treinos é maior, aumenta nos movimentos e diminui o descanso.



Finguer


Mantenho o mesmo treino, mas faço com os pés apoiados em um banco. apoio o calcanhar apenas para apoio e o peso não ser total nos braços. Até voltar a pagar as barras necessárias.






Agora estou em busca de voltar. 
Voltar sem muito compromisso com kdenas, mesmo querendo tanto!
Voltar sem sentir dor!
Voltar a treinar intensamente!
Voltar a me concentrar e vencer meus medos!
Voltar a me reencontrar!
Simplesmente  Voltar!


Bom final de semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

OBRIGADA ESPECIAL À PLANETA VERTICAL PELO APOIO DE SEMPRE!


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Treinamento 1 - Musculação para escaladores

              Pois é, 7 meses após sentir dores no joelho e ir em alguns médicos, com propostas de tratamentos diferentes, e ainda sentir dores até hoje, resolvi voltar a treinar, deixando o treinamento das minhas pernas por conta de alguns exercícios fisioterápicos.
            
             Passei algumas semanas estudando o que eu tinha realmente no joelho, possíveis tratamentos, já que cada médico diz uma coisa diferente. Um me perguntou se eu já estava correndo... 40 dias após iniciadas as dores.

            Dias, meses difíceis. Em que a vida muda, os hábitos mudam, a rotina muda, os horários mudam, os amigos mudam, a alimentação muda, literalmente tudo muda. A única coisa que não muda é a vontade de escalar de novo. Foram várias tentativas de voltar, pelo menos a treinar, mas todas em vão.

           Comecei, junto com Luciano Rocha (meu namorado e preparador físico), a ver muitos videos e ler sobre treinamento de escalada. Claro que o material que temos na internet ainda é muito escasso, ou são vídeos muito ruins, ou são de profissionais de alto rendimento, equipes de competição, e parece que tudo está muito longe da nossa realidade. Impossível fazer qualquer tipo de treinamento visto. Li algumas matérias com grandes escaladores falando da sua rotina, mas parece que dar a receita do bolo, é proibido. Nada muito específico e que mostre o resultado.

          Primeira coisa observada, não vi nada que envolvesse as pernas (O JOELHO). Finguer, barra, muro... dedos e braços exageradamente treinados. Abdominais pouquíssimo, mas em alguns treinamentos existiam.

             Resolvi postar com toda clareza o que comecei a fazer esta semana. Um trabalho de reforço muscular (Bíceps, antebraço, ombro, tríceps, abdomen). Reforço, mas com o foco em ficar forte.



Este treinamento 1 é apenas a parte de musculação. Estou fazendo 3 vezes na semana. Espero esta semana conseguir filmar tudo, para postar.

Cada grupo trabalhado esta com peso leve, pois estou voltando. Se forem seguir, usem um peso que vocês aguentem fazer toda a serie, mas em um limite gostoso de "dor " ao final.


3 x 15 (para cada serie 1minuto de descanso e entre series 2 minutos)

Explicando melhor:

início:
Rosca direta (barra) (15x) - Rosca alternada (15x) - Rosca Simultânea martelo (15x)  descansa 1min.
Rosca direta (barra) (15x) - Rosca alternada (15x) - Rosca Simultânea martelo (15x)  descansa 1min
Rosca direta (barra) (15x) - Rosca alternada (15x) - Rosca Simultânea martelo (15x)

2 min. de descanso

Rosca invertida (barra) (15x)- Rotação de punho halter (15x)- Flexão de punho halter (15x) descansa 1min.
Rosca invertida (barra) (15x)- Rotação de punho halter (15x)- Flexão de punho halter (15x) descansa 1min.
Rosca invertida (barra) (15x)- Rotação de punho halter (15x)- Flexão de punho halter (15x)

2 min. de descanso

E assim sucessivamente.

Duração: + ou - 11 minutos por bloco  = 1 hora de treino.


TREINO: 5 semanas

Bíceps  
- Rosca direta (barra)
- Rosca alternada
- Rosca Simultânea martelo

Antebraço
- Rosca invertida (barra)
- Rotação de punho halter
- Flexão de punho halter

Ombro
- Elevação lateral
- Desenvolvimento - Flexão (barra)
- Desenvolvimento halter

Tríceps
- Triceps banco
- Francês unilateral
- Triceps testa

Abdomen
- com pernas elevadas
- prancha (abdominal mais visto nos treinamentos internacionais)
- tradicional
- torção de tronco

Não esqueçam que o ideal é estar sempre acompanhado de um profissional capacitado.

IMAGENS


BÍCEPS



Rosca alternada





ANTEBRAÇO




Rotação internaexterna do punho com halter




OMBRO

Elevação Lateral







TRÍCEPS

Tríceps banco


Tríceps francês unilateral


Tríceps testa


ABDOMINAIS


 Com pernas elevadas



Prancha


Tradicional



Torção de tronco



           Já estou preparando o post do finguer e muro. Logo mais estará postado!

Agradecimento especial aos amigos, que nunca me deixaram perder a vontade de voltar aos treinos, a escalar, e sempre estiveram perto, mesmo que por mensagens... muito obrigada.

Felipe Sertã, Jessica, Glaura Veiga, Marcos Babu, às meninas do filme Elas na Pedra e outras pessoas que através do facebook sempre mandam mensagens carinhosas.

          Nada disso estaria acontecendo se não fosse o apoio do meu namorado Luciano Rocha, que com paciência, viu muitos treinos comigo, me viu treinar, muitas vezes sem foco, e está me ajudando a voltar com os treinamentos orientados, sempre com sua orientação profissional e muito amor. (Né Mô!?)


Bom final de semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

terça-feira, 15 de abril de 2014

ELAS NA PEDRA - Disponível no vimeo

Elas na Pedra!




Elas na Pedra é o primeiro filme do EscaladaINT e também o primeiro filme brasileiro somente com escaladoras. 5 meninas diferentes, escalando em lugares diferentes, vias diferentes, mas com a mesma paixão pela escalada.

Por que elas escolhem uma via? Quais os desafios? O que as motiva?

"Elas na Pedra" (Ladies on the Rock) is the first film by EscaladaINT and the first Brazilian film of only female climbers. 5 different girls, climbing in different places, different routes, but with the same passion for climbing.

Why did they choose a route? What are the challenges? What motivates them?
Escaladoras/ Climbers:
Ana Lígia Fujiwara - São Paulo
Daniela Santos - Bahia
Diandra Pitella - Espírito Santo
Flavia Dos Anjos - Rio de Janeiro
Marcella Romanelli - Minas Gerais
Músicas/ Musics:
Sons Gonna Rise - Citizen Cope
As Colorful As Ever - Broke for free
Bullet and A Target - Citizen Cope
Defying Gravity - Gramatik
Betterman - The John Butler Trio
The sun ain't shining no more - The asteroids galaxy tour






Agradecimento especial à Ana Lígia por todo o projeto, energia positiva, alegria, trabalho, tudo, mas tudo mesmo.




Estamos juntas Ana!  Sempre!!  Que venham outros projetos!!!






Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

terça-feira, 11 de março de 2014

Laudo: Condropatia patelar grau IV


Respirar.... tudo que eu mais preciso!

Depois de muito choro, e desespero.... me acalmei.  Obrigada aos amigos que imediatamente me deram atenção, em mensagens, telefonemas, puxaram minha orelha, me orientaram... enfim. 
OBRIGADA de coração.

Estranha sensação de que tudo que gosto se foi. Dias difíceis em todos os sentidos. E agora... preciso ser mais forte ainda. Sentimentos ainda confusos e tristes, mas cada minuto que passa vou me sentindo melhor. 
Já estou pensando em REMAR. 

Pois é, assim foram os resultados dos exames (ressonância, raio x dos joelhos, raio x panorâmico). 

Condropatia patelar grau IV 

e desvio lateral da patela


Não posso fazer qualquer tipo de atividade física que dobre e estique a perna. Remédios (6 meses). E umas injeções no joelho e fisioterapia.


Sobre o assunto:


Condromalácia patelar significa amolecimento da cartilagem. Essa condição também é conhecida como síndrome da dor patelo-fermural ou joelho de corredor, e trata-se de patologia crônica degenerativa da cartilagem da articulação da superfície posterior da patela e dos côndilos femorais, gerando desconforto e dor em torno ou atrás da patela.

O termo condromalácia patelar descreve um joelho estruturalmente lesado, enquanto que síndrome da dor patelo-femural diz respeito aos estágios iniciais da patologia, período no qual o quadro ainda pode ser revertido. Todavia, alterações resultantes de reações inflamatórias internas da cartilagem geram uma destruição estrutural de tratamento mais complicado.

A exata causa da condromalácia patelar ainda não foi elucidada, mas existem hipóteses de que sua etiologia esteja relacionada com fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que levam ao enfraquecimento e amolecimento da cartilagem. O fator mais comum é o traumatismo, tanto crônico (por fricção crônica entre a patela e o sulco patelar do fêmur), ou por um trauma único, como uma pancada, e também, pode ser resultante de uma lesão aguda da cartilagem femoropatelar, causando uma nutrição inadequada da estrutura em questão devido a fissuras produzidas.

Esta patologia é classificada em quatro níveis distintos, de acordo com Outebridge (1961):
  • Grau I: amolecimento da cartilagem e edemas.
  • Grau II: fragmentação da cartilagem ou rachaduras com diâmetro inferior a 1,3 cm de diâmetro.
  • Grau III: fragmentação ou rachaduras com diâmetro superior a 1,3 cm de diâmetro.
  • Grau IV: erosão ou perda total da cartilagem da articulação em questão, com exposição do osso subcondral.


Como ocorre a condropatia

A condropatia é uma patologia de evolução lenta e pode demorar muitos anos para se desenvolver. Ocorre quando a articulação femoropatelar sofre modificações em sua biomecânica normal decorrente de alguma lesão. É mais comum em mulheres devido à predisposição física, porém também tem uma grande incidência em homens. Essa articulação é muito solicitada em atividades como corrida, musculação, ginástica e em esportes em geral. Quando estes são realizados de maneira excessiva, de forma inadequada ou o indivíduo tem uma predisposição à instalação da lesão, a articulação femoropatelar primeiramente fica inflamada e se os agentes causadores persistirem a cartilagem vai se desgastando até a articulação virar um contato de osso com osso (artrose). Alguns motivos estão fortemente ligados à condropatia. Entre os principais estão:

- Lesões causadas por treino excessivo;
- Deficiência  de força muscular;
- Atividades de impacto;
- Alongamento deficiente;
- Sobrecarga mecânica por excesso de uso;
- Sobrecarga mecânica por encurtamentos musculares;
- Fraqueza do músculo vasto medial obliquo;
- Encurtamento do retináculo lateral do joelho;
- Patela alta- desalinhamento dos membros inferiores;
- Predisposição biomecânica.

Tratamento

O principal tratamento da condropatia da articulação femoropatelar é feito por meio do reequilíbrio muscular, que pode ser adquirido durante sessões de fisioterapia, por exemplo. O tratamento deve ser individualizado, pois cada paciente apresenta uma deficiência específica. O tratamento cirúrgico por artroscopia ou cirurgia aberta é menos frequente e dependerá do grau de lesão e suas causas. O tratamento concentra-se em:
- Alongamento dos músculos posteriores dos membros inferiores;
- Fortalecimento do músculo vasto medial oblíquo
- Propriocepção;
- Medicações analgésicas- técnicas analgésicas em fisioterapia.




Recuperação

As condropatias são IRREVERSÍVEIS. O tratamento das lesões visa eliminar ou diminuir os sintomas, principalmente a dor. A reincidência de dor é alto se o paciente não controlar o déficit que motivou a lesão, seja ele alongamento ou força. O tratamento inadequado ou a falta dele pode desencadear sintomas mais fortes e a descontinuidade dele a reincidência dos sintomas. A prevenção é sempre a melhor saída. As condropatias podem ser evitadas, principalmente, com a manutenção do bom equilíbrio muscular e controlando os fatores de risco como ficar muito tempo sentado e subir e descer escadas muitas vezes ao dia.



MOTIVAÇÃO não pode parar!!!!

Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

Fontes:
http://espafisio.blogspot.com.br/2012/06/condromalacia-e-condropatia-patelar.html
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/reumato/condromalacia/condromalacia.htm
http://o2porminuto.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=3184
http://fisioterapianaortopedia.blogspot.com/2009/12/condromalacia-patelar.html
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_print.asp?cod_noticia=1148
Ilustração: http://www.revistapilates.com.br/2010/02/26/condromalacia-patelar-estabilizada-pelo-pilates-2/


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lesão - Patela - Primeiros resultados

Lesão Patelar

Estamos todos propícios para ter lesão. Ainda mais com treinos diários. Três vezes por semana corrida entre 9 km e 10 km, 2 vezes por semana treino no muro de escalada, e final de semana escalada na rocha.

Dia 8 de fevereiro, Corrida das luzes. Será que tudo começou aqui??


Pois é, a empolgação de correr 10 km e passar pela Terceira Ponte à noite foi o que me motivou a participar desta corrida. Além é claro encontrar os amigos e divertir.

Na quarta-feira dia 12, sai para correr como sempre. Chegando em casa, a dor no joelho era muito intensa, esperei o outro dia e nada. As dores pioraram. para subir escada era insuportável, ficar sentada com o joelho dobrado era impossível. Médicos, só pra depois do dia 25/02.


Hoje uma confusão. Meu médico desmarca a consulta, tinha uma cirurgia. Remarcar somente para depois do dia 18 de março.  Muito Legal ! ADOREI!

Fui para o hospital da UNIMED,  depois de horas, o medico pergunta: Quem é o próximo??  Não pensei duas vezes e entrei no consultório. Muito mal atendida, descobri o nome do médico na receita do remédio que ele mandou eu tomar junto com faz compressa quente... umas 3 vezes ao dia. (Saí de la P. da vida)

Consegui com a ajuda da minha amiga Maria Julia, que o ortopedista que dá aula pra ela me atendesse hoje ainda. Uff que alivio. Amei o médico! Pelo menos sabe tudo da minha vida e examinou tudo que precisava: o joelho ferrado e o outro, coluna e costas!

Bom, PATELA do joelho direito.  Aí está o problema.



Resultado ainda nada, exames pedidos, ressonância e raio x. Medicamento para dor e anti-inflamatório. O que fazer agora e qual lesão, somente depois dos resultados, para saber o grau da lesão. O único comentário foi.... isso tudo deve ter começado na corrida "descida da ponte".

Nada de resultado final.... mas possíveis diagnósticos:

  • Crondomalácia patelar

condromalácia patelar é uma das lesões típicas de corredor. Ela é um dos componentes da síndrome femoropatelar, patologia também chamada de “joelho de corredor”.



Na condromalácia patelar há uma lesão na cartilagem anterior do joelho (patela), que pode ir de um amolecimento até uma perda completa de parte da cartilagem. Alto impacto, desequilíbrio muscular e desalinhamentos que geram sobrecarga no joelho são alguns dos fatores causadores dessa lesão. O diagnóstico e tratamento desses fatores permite o prosseguimento da prática esportiva com grande redução dos sintomas, ou seja, sem dores.

(http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2013/07/joelho-de-corredor-saiba-o-que-e-condromalacia-patelar-e-como-evita-la.html)

  • Tendinite Patelar

O tendão patelar é a estrutura do joelho que liga a patela à tíbia. Faz parte do que é chamado mecanismo extensor do joelho, juntamente com o músculo anterior da coxa (quadríceps) e seu tendão e a própria patela. Com a contração do quadríceps, e com a integridade de todas essas estruturas, ocorre a extensão da perna.
O tendão patelar, que também pode ser chamado de ligamento patelar (ou ligamento da patela, que é o nome atual aceito pelos anatomistas) é local relativamente comum de lesões em atletas. Os esportes mais relacionados às lesões do tendão patelar são aqueles que geralmente envolvem saltos, como voleibol, basquetebol e algumas modalidades do atletismo.  Mas essas lesões não são exclusividade desses esportes e ocorrem também em outras atividades, como corrida, futebol e tênis.

(http://www.milton.com.br/esporte/saiba_mais/texto_16.htm)


Aguardar ansiosa por tudo isso.

Treinos... só braços, peito e costas.... Projeto mostra em recuperação!! 
(logo posto os exercícios/treino)


Fotos: Felipe Sertã


MOTIVAÇÃO não pode parar!!!!

Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Kdena do GRAVETO - seu primeiro Oitavo e já é um 8b!


CALOGI - Via Linha final (8b)


Assim começou a tarde de hoje. Busquei o Graveto em casa, e fomos pra Calogi. De férias e sem muitas pretenções. Vamos escalar!! Isso significava qualquer via. Pensamos em uma parede de sextos graus, mas depois que chegamos por la, muitas nuvem estranhas, resolvemos ficar na  via Linha final (8b), mais perto, e sempre seca.




Graveto equipou, lembrou da via, e na segunda entrada: KDENA!  Foi lindo estar ali na segue e vibe pra ele. Sua simplicidade é encantadora e motivadora. Ele só disse assim: Nossa!!! Meu primeiro oitavo e já é um 8b, INACREDITÁVEL! Sorriu e pronto. Este é o GRAVETO




"Sabe quando você entra na via , mas não está esperado a cadena e

 no final você acaba mandando a via ???  Foi isso que aconteceu." (Graveto)






 "A tarde começou já ameaçando chover , eu estava animado para escalar, entrei focado, mas não achava que iria mandar a via principalmente um 8º b. Acabou que consegui , fiquei muito feliz! Uma via incrível, teve um lance que eu entrei errado e pedi para travar , mas a Diandra começou a falar:" vai.... vai..... faz o movimento de novo" , troquei os pés e fui em direção ao "agarão " , tudo na vibe positiva , acabei a via com os dedos ardendo!
 No fim dia estava com meu primeiro 8º grau no bolso !!!" (Graveto)



Sorriso depois da kdena!

De volta pra casa, com muita alegria e mais motivação para voltar amanhã. 
Dia das vias de resistência.



Parabéns Graveto, será sempre assim sua vida na escalada. Cheia de alegria e motivação! 
KMONNNN sempre!!!!


Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Evolução a mil na escalada: Pedro Pires (GRAVETO)


Entrevista com GRAVETO (Pedro Pires)

Graveto, Pedro Henrique Pires, tem 14 anos e cursa o 9º ano do Ensino Fundamental na cidade de Vitoria/ES. Fez um ano de escalada no final de 2013.

Garoto EXCELENTE! Topa tudo, sempre com simplicidade e humildade.


Fico perplexa com a evolução da escalada desse garoto!
kmonnnn Graveto, estamos juntos!





Como surgiu o interesse de escalar?


O meu interesse pela escalada surgiu justamente durante o período em que eu era pequeno quando eu passei a observar os escaladores no morro do moreno , comecei a achar incrível uma pessoa ser escalador e ficava pensando se um dia talvez eu pudesse ser um escalador também . 

Mas, por mais que admirasse a escalada, eu nunca procurei saber sobre alguma empresa de turismo de aventura ou se existis alguma associação de escalada  no estado, porque eu achava que a escalada era um esporte muito difícil para eu praticar e eu não tinha ideia de como começar a escalar. 


Foi só em 2011 que eu comecei a me informar sobre a escalada capixaba, descobrindo que o estado tinha de fato uma associação de escalada a  Associação Capixaba de Escalada (ACE) , e que tinha a Planeta Vertical uma empresa de turismo de aventura , na medida em que eu fui pesquisando sobre a escalada em geral eu fui descobrindo um monte de coisas legais aumentando ainda mais  o meu interessante em escalar .



Como e onde começou a escalar?          


   
Desde que eu era pequeno sempre quis escalar. Eu adorava passar na terceira ponte e observar o Morro do Moreno para ver se havia alguns escaladores no setor da boca e quando eu os via ficava imaginado se um dia eu poderia ser um daqueles escaladores, porém sempre fazia a mesma pergunta: como eles começaram a escalar?

Passaram alguns anos e a curiosidade sobre a escalada foi só aumentando e no final de 2011 descobri a Planeta Vertical, a melhor empresa de turismo de aventura do ES, e fiquei muito feliz. Logo em janeiro de 2012 fiz meu primeiro rapel com a Planeta Vertical no Morro do Moreno. Ao longo do ano de 2012 eu fui fazendo rapéis e sempre trocava ideias sobre escalada com o Oswaldo e sua equipe, a minha intenção era que no final do ano em dezembro eu realizaria o curso básico de escalada e então iria conhecer o mundo da escalada capixaba.

Foi então que, em meados de 2012, Oswaldo me contou sobre a existência do muro da ACE no bairro de Fátima, e fiquei muito animado.  Logo na semana seguinte fui conhecer o muro. Depois da minha primeira ida ao muro eu comecei a ir semanalmente e foi apenas uma questão de tempo para eu conhecer toda a galera e ir evoluindo até atualmente. 

Hoje, costumo escalar no Calogi, que fica localizado no município da Serra. Lá escalo principalmente  vias de resistência .


Via Tempo de Chuva (7b) - Foto Naoki Arima

O que significa a escalada para você?



A escalada para mim significa muita coisa, desde quando eu comecei a escalar passei a pensar de uma forma diferente, eu tive uma experiência de vida incrível, nunca achei que eu poderia, por exemplo, estar no cume de uma montanha .

Para mim, a escalada é para se divertir e relaxar. Quando estou escalando esqueço dos problemas e me concentro na escalada .


Quais são os seus desafios na escalada? O que te motiva?


Um dos desafios é a insegurança. As vezes fico inseguro em fazer certos movimentos com medo de fazer errado gastando muita força o que pode levar a uma queda. 

Motivação é que quando eu estou em uma situação como essa, tenho duas opções: ou eu faço o movimento ou eu caio sem mesmo tentar , então só me restar tentar e conseguir.




Como está a sua evolução na escalada?


A minha evolução na escalada tem sido algo bem satisfatório para mim. Eu não achava que em um ano de escalada eu iria evoluir tanto. O que me  ajudou muito nesse tempo foi que a galera sempre me deu muito apoio, eles me ensinaram e continuam ensinando muitas coisas.

Eu tenho 1 ano de escalada e já presenciei e aprendi  muitas coisas neste período, porém  tenho muito a aprender e muitas escaladas para fazer.

Se preparando para o primeiro 7a kdena a vista!   - Para aquecer!
Via Guardião do Antão - Lapa do Antão / MG

Como é a sua rotina de treinos?


O meu primeiro contato com a escalada foi com a escalado indoor no muro da ACE, eu já iniciei a escalar treinando no muro onde eu fui conhecendo a galera da escalada e aprendendo muito com eles. 

Treino 1:30 h - duas vezes por semana - nas terças e quintas: faço vias de resistência 30 à 40 movimentos. Entre uma escalada e outra tento fazer um descanso de aproximadamente 7 mim , mas dificilmente consigo fazer essa pausa de 7 min, sempre demora mais pois acabo conversando, aliás tão importante quanto treinar é se socializar. Eu alterno entre treinar resistência e boulder.


Fale um pouco sobre a escalada X lesões. Você já sofreu alguma lesão ?


Todo escalador está sujeito a se lesionar algum dia. Eu, infelizmente, acabei  sendo esse escalador. A mais ou menos dois meses atrás, eu senti um estalo e uma perda de força no joelho esquerdo. Então fui ao médico que constatou que minhas articulações estavam fracas pois não tinham muito músculo na perna, então comecei a fazer fisioterapia para fortalecer o joelho para ganhar músculos na perna e logo parar o estalo. E assim foi, fiz e continuo fazendo fisioterapia , o estalo já quase parou  e a falta de força sumiu .

  Qual conselho você daria para quem deseja começar a escalar?


Conselho que tenho a dar é procurar alguma empresa de turismo de aventura ou algum ginásio de escalada. Por mais que o começo na escalada possa ser difícil para muitas pessoas o importante é se divertir.



Viagem antão

Antão foi um dos melhores lugares que já escalei. Eu não imaginaria que tinha uma pedra tão macia, já que aqui no Espírito Santo é muito abrasiva a rocha . 

Achei incrível escalar lá, as agarras são bem diferentes do que estou acostumado, lá fiquei no abrigo da Lapinha, onde conheci muitos escaladores de outros estados, foi uma experiência muito boa .





Fala sobre sua primeira via conquistada?

 

Desde que eu comecei a escalar sempre tive a curiosidade de saber como era conquistar uma via e como  se colocava as proteções. Foi então que o escalador Naoki Arima me deu essa oportunidade de aprender e assim surgiu a via : Girino, que fica na Falésia de Apeninos no setor do Perereco .

Antes de eu começar a equipar a via,  Naoki me passou todas as instruções e na medida que eu ia equipando a via, Naoki ia me acompanhando para me orientar  e me ensinar e claro tirar uma foto! No dia estavam os escaladores Dunada e Diandra que também me orientaram, estava também o escalador local Taffarel . 

Nesse dia pude aprender muitas coisas e aproveitar bastante . Uma das coisas mais difíceis nesse dia foi de eu ter que levar a mochila do Naoki, na ida e na volta. Com isso, aprendi na prática que eu nunca devo reclamar da minha  mochila que está pesada, pois sempre vai ter alguém com uma mais pesada .


Você considera a escalada um esporte?


A escalda é muito mais que um esporte, é um estilo de vida. A maioria das pessoas possuem um estereótipo que a escalada é um esporte muito perigoso, difícil e muitas dessa pessoas não intendem o que leva uma pessoa a expor sua vida para escalar uma montanha. Realmente e escalada é um esporte que tem vários riscos de acontecer um acidente, porém tendo um conhecimento e equipamentos adequados esse risco diminui consideravelmente , além do mais, o escalador tem que saber seus limites .

A escalada é um esporte muito legal de se praticar , estar no meio do mato escalando uma montanha é uma sensação que poucas pessoas tem a oportunidade de ter . 

Hoje sou um atleta apoiado pela Planeta Vertical, junto com a escaladora Diandra e Oswaldo.



Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueçam de RESPIRAR!!