domingo, 23 de novembro de 2014

Como fazer um muro em casa!

Meu Muro - Está ai ! Tantas pessoas me perguntam do muro...


Tudo começou com a necessidade de treinar e não conseguir ir até a ACE  - Associação Capixaba de Escalada - pois trabalho no período noturno, mesmo horário em que o muro da ACE está aberto.


Estava conectada quando vi uma promoção da gringa em dezembro de 2012, agarras usadas e mal acabadas, eram 200 agarras por um preço muiiiito bom! Agarras variadas: grandes, pequenas e médias. Então Felipe Sertã deu o aval: compra!

Lavadas e contadas!

O muro veio em janeiro, pedi ajuda aos amigos, e a lista chegou no meu e-mail.  "Pode comprar!!!"


Valor total gasto: 1700,00 + ajuda de todos os amigos que não tem preço!

MATERIAIS:

Chapas:
2 Chapas virola de 12 ou 14mm x 220cm x 160cm cortadas nas seguintes medidas:

220x80cm
220x80cm
220x70cm
220x70cm
220x20cm

4 Caibros ou guias de 5x7,5cm por 3m
1 caibro ou guia de 5x7,5 por 2m

400 porcagarras de 5/16

100 parafusos tipo mitofix de 3cm com cabeça grande.

11 chapeletas

3 chumbadores de 3/8 por 3 pol de comprimento com jaqueta

4 pedaços de cabo de aço com 4,5m. 

20 trava para cabo de aço.

3 tensionador de cabo de aço.


obs. algumas coisas sobraram, e depois voltei na loja e troquei por outros parafusos e outras coisas.

Hora de marcar os furos a cada 20cm !
Com ajuda de Caio Afeto e Jéssica Celiberi, todos os furos foram marcados, furados e colocados as porca agarras.

madeiras prontas para se transformarem em muro


Furos prontos e Naoki foi convocado. Obrigada sempre! 
O quarto não é tão grande, então menos gente trabalhando tudo fica mais fácil. Umas 4 horas depois o muro estava na parede!



Primeiro: Preparando os apoios dos pés do muro. Que não está preso na parede por parafuso, nem nada. Apenas apoiado.


MArcar e furar as madeiras que farão parte dos pés (apoios do muro)

primeira placa colocada é a única vertical do muro


Assim ficou no final da montagem da parte de baixo.
A foto acima, mostra como é a base do muro que fica apoiada, na verdade com o muro pronto. o caibro escrito BASE fica reto junto a parede.



Pronto, 4 caibros colocados na base, para a sustentação do muro.


Assim foi colocada a chapeleta no caibro, em dois pontos diferentes


Olha ai a base pronta!

3 chapeletas na parede  - os caibros do meio do muro presos na mesma chapeleta do meio.



Pronto! Caibros presos com o cabo de aço!


Pronto pra receber a madeira.

O muro começa a ter forma!  Felicidade mil!


Naoki conferindo a obra!

Ta ficando lindo!
 Algumas pessoas me perguntaram por que dividir as placas. É simples. Mais fácil de manusear e subir pela escada ou elevador até chegar dentro de casa. O muro está com 30 graus, perfeito pra quem esta começando e já treina forte. Fácil acostumar com a inclinação.


Foi colocado parafuso para prender a madeira no caibro. 4 parafusos em cada caibro.

Naoki regulando o cabo de aço para o muro se apoiar no teto.
4 horas depois ei está! toda a madeira colocada!

Motivo para reunir os amigos.... hora de colocar as agarras.... e comer! Casa de mineiro sempre tem lanche!


Primeira que apareceu pra ajudar: Lolo  minha sobrinha linda!

Caio Afeto e Felipe Sertã - Colocando mais parafusos para garantir!

Todo mundo trabalha... eu também!

Felipe Sertã

Lissandro

Muitas agarras.... muro colorido!

Vibe 100% de Caio Afeto!

Lissandro separando e colocando os parafusos!

Algumas agarras foram trocadas com o Naoki e com a ACE, outras também presente do Felipe Sertã.


O CRIME!

PERFEITO!



MAS NO FINAL O RESULTADO É QUE IMPORTA!





Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Alongamento, respiração e descanso na escalada

Orientação para melhorar seu treinamento de escalada!

Fèlix Obradó, fisioterapeuta especializado em Alto rendimento. Os vídeos pertencem à serie para a Formação da Seleção Peruana de Escalada realizada Na Foixarda pela EEAM  em setembro - outubro de 2013.


Como realizar alongamentos adequados para los escaladores. 






A importância da respiração e do descanso na prática da escalada.






Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Treinamento 2 - MURO e FINGUER (para escaladores)

Depois de ver alguns (muitos) vídeos de treinamento de escalada, consegui adaptar muito melhor meus treinos. E com certeza ainda tenho muito que aprender com os escaladores e escaladoras, livros e estudos.

Como disse no post Treinamento 1 vamos para a receita do bolo.


Bom, só para ser um parâmetro, me lesionei escalando bem as vias que já tinha mandando em Calogi/ES - Expresso da meia noite (8a), Trem da morte (7c), Trem da alegria (7b), em viagens 7a à vista, e batalhando a via Linha final (8b) que já estava com uma queda.

Como estou voltando a treinar, o treino não está do jeito que eu quero, nem que eu gosto, e sim o que estou conseguindo fazer, sabendo que tenho que ter muita paciência. Mas, vou deixar bem explicado e o resultado já é comprovado, pelo menos tenho ótimo resultados.

Estava escalando 6sup, 7a com muita garra, quando resolvi fazer meu muro em casa e começar a treinar. Em 4 ou 5 semanas de treino (que está relatado ai) saiu um 7c com duas entradas. Uma pra isolar o crux e outra para mandar.


O muro que tenho em casa, tem 30 graus , mai ou menos. Uma boa inclinação, e agarras variadas, nada pequeno demais, nem boas demais. Uma mistura excelente. Hoje com todos os furos com agarras! Lindo e colorido!




Os treinos estavam da seguinte forma: (antes da lesão)

MURO 


2x por semana - 1:30h  a 1:40 de treino - Terças e quintas são sempre bons dias para treinos, pois se você escalar no domingo, descansa segunda, e se vai sábado, a sexta é de descanso do treino da quinta.

Alongamento:

Dedos, braços, tronco e pernas

Aquecimento:

Em forma de pirâmide: (150 movimentos). É bom sempre variar as agarras. E quando tiver muito cansado, aí vai a dica, mexa menos os pés e faça mais movimentos com as mãos. Se o descanso estiver pouco aumente para 2 ou 3 minutos, o corpo vai se acostumando, e logo estará fazendo 1 minuto.

10 muvs  1 minuto de descanso
20 muvs 1 minuto de descanso
30 muvs 1 minuto de descanso
40 muvs 1 minuto de descanso
50 muvs 

10 minutos de intervalo  (Olha que passa rápido!)

VIAS:

4 vias (25 a 30 movimentos cada) 3x cada. (5 mim de descanso entre as vias - o importante é completar todo o treino, então se o descanso estiver pouco, pode aumentar)

As vias foram amigos que vinham treinar comigo e acabavam deixando as vias de presente. Obrigada Caio Afeto, Felipe Alves, Felipe Sertã e Lissandro.

Observações importantes:

  • Não são vias impossíveis de serem feitas. Mas em um limite forte, que talvez você gaste umas entradas para mandar.
  • Se eu escalo 7a, eu fazia vias de 6sup / 7a , pois não pode esquecer as repetições.
  • Não havia crux definido, as vezes um movimento que tinha que acertar um pé. Mas a ideia não era passar do crux, e sim terminar o treino naquele limite entre a dor e o cansaço delicioso de um bom treino.
  • Quando fizer todas as vias e as repetições com facilidade, está na hora de mudar as vias.
  • Quando eu treinava sozinha, usava os descansos para fazer abdominal. O tempo passa mais rápido.


Quando não tinha tempo para tanto treino, eu apenas fazia o aquecimento. Mas não deixava de fazer o muro. 25 minutos eram suficientes.


Treino: FINGUER (máximo de 15 minutos - não tem desculpas né!)



Montei meu finguer: o passo a passo está nas minhas fotos no Facebook. Fixei o finguer de forma que meus braços esticados conseguem pegar nas primeiras agarras ou regletes. Aí sobrou madeira pra baixo da porta e aproveitei o outro lado para colocar outras agarras.

Um dos lados do  finguer

Obs: Os exercícios podem ser feitos na barra. (caso não tenha finguer)

Escolhi 3 agarras iguais e na mesma altura para fazer os exercícios.  Abaulado muito bom (agarrão), tridedo e reglete.


Uma barra em cada agarra escolhida: Agarrão, depois tridedo, depois reglete. Quando se acostumar com uma barra diminua o tempo de descanso e quando acostumar começe a pagar duas barras na sequência.

1º bloco: Blocado completo (3x cada sequência das três agarras)

1. Paga uma barra e bloca completo no final 6 a 10 segundos. Solta, sempre com cuidado, pois pode machucar os cotovelos - 3 segundos.

2. Muda de agarra e faz a mesma coisa.

3. Muda de agarra e faz a mesma coisa.


Entre um bloco e outro esperar de 2 a 3 minutos.


2º bloco: 90º  (3x cada sequência das três agarras)

1. Paga uma barra e para em 90 º  6 a 10 segundos. Solta, sempre com cuidado, pois pode machucar os cotovelos - 3 segundos.

2. Muda de agarra e faz a mesma coisa.

3. Muda de agarra e faz a mesma coisa.


Entre um bloco e outro esperar de 2 a 3 minutos.


3º bloco: Estirado 170º  (3x cada sequência das três agarras)

1. Paga uma barra e para a 6 a 10 segundos. Solta, sempre com cuidado, pois pode machucar os cotovelos - 3 segundos.

2. Muda de agarra e faz a mesma coisa.

3. Muda de agarra e faz a mesma coisa.


Blocada completa


90 graus


170 graus


Após a lesão


Muro


Não estou fazendo vias ainda. Apenas resistência, em agarras boas pras mãos voltarem a se acostumar, e devagar o corpo ir pegando o jeito de novo.

Treino em um muro super forte (45º) às terças com o Felipe Sertã. Lá são várias entradas até não aguentar mais de 25 movimentos com 5 minutos de descanso (estou conseguindo fechar entre 150 e 200 movimentos).
 Na primeira semana da volta aos treinos eram 15 movimentos, na segunda 20 movimentos e a partir de agora 25, pois é um limite muito bom pra mim.

Antes faço de 300 a 400 abdominais além de umas boas estiradas no finguer (apensas tirando os pés do chão e esticando o corpo)


Fotos: Felipe Sertã


Quando estou no meu muro em casa (30º) às quintas feiras sozinha, faço entradas de 30 movimentos e 3 minutos de descanso. Também fechando o treino entre 150 e 200 movimentos.

Observem que apesar do muro ter menor inclinação, a intensidade dos treinos é maior, aumenta nos movimentos e diminui o descanso.



Finguer


Mantenho o mesmo treino, mas faço com os pés apoiados em um banco. apoio o calcanhar apenas para apoio e o peso não ser total nos braços. Até voltar a pagar as barras necessárias.






Agora estou em busca de voltar. 
Voltar sem muito compromisso com kdenas, mesmo querendo tanto!
Voltar sem sentir dor!
Voltar a treinar intensamente!
Voltar a me concentrar e vencer meus medos!
Voltar a me reencontrar!
Simplesmente  Voltar!


Bom final de semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

OBRIGADA ESPECIAL À PLANETA VERTICAL PELO APOIO DE SEMPRE!


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Treinamento 1 - Musculação para escaladores

              Pois é, 7 meses após sentir dores no joelho e ir em alguns médicos, com propostas de tratamentos diferentes, e ainda sentir dores até hoje, resolvi voltar a treinar, deixando o treinamento das minhas pernas por conta de alguns exercícios fisioterápicos.
            
             Passei algumas semanas estudando o que eu tinha realmente no joelho, possíveis tratamentos, já que cada médico diz uma coisa diferente. Um me perguntou se eu já estava correndo... 40 dias após iniciadas as dores.

            Dias, meses difíceis. Em que a vida muda, os hábitos mudam, a rotina muda, os horários mudam, os amigos mudam, a alimentação muda, literalmente tudo muda. A única coisa que não muda é a vontade de escalar de novo. Foram várias tentativas de voltar, pelo menos a treinar, mas todas em vão.

           Comecei, junto com Luciano Rocha (meu namorado e preparador físico), a ver muitos videos e ler sobre treinamento de escalada. Claro que o material que temos na internet ainda é muito escasso, ou são vídeos muito ruins, ou são de profissionais de alto rendimento, equipes de competição, e parece que tudo está muito longe da nossa realidade. Impossível fazer qualquer tipo de treinamento visto. Li algumas matérias com grandes escaladores falando da sua rotina, mas parece que dar a receita do bolo, é proibido. Nada muito específico e que mostre o resultado.

          Primeira coisa observada, não vi nada que envolvesse as pernas (O JOELHO). Finguer, barra, muro... dedos e braços exageradamente treinados. Abdominais pouquíssimo, mas em alguns treinamentos existiam.

             Resolvi postar com toda clareza o que comecei a fazer esta semana. Um trabalho de reforço muscular (Bíceps, antebraço, ombro, tríceps, abdomen). Reforço, mas com o foco em ficar forte.



Este treinamento 1 é apenas a parte de musculação. Estou fazendo 3 vezes na semana. Espero esta semana conseguir filmar tudo, para postar.

Cada grupo trabalhado esta com peso leve, pois estou voltando. Se forem seguir, usem um peso que vocês aguentem fazer toda a serie, mas em um limite gostoso de "dor " ao final.


3 x 15 (para cada serie 1minuto de descanso e entre series 2 minutos)

Explicando melhor:

início:
Rosca direta (barra) (15x) - Rosca alternada (15x) - Rosca Simultânea martelo (15x)  descansa 1min.
Rosca direta (barra) (15x) - Rosca alternada (15x) - Rosca Simultânea martelo (15x)  descansa 1min
Rosca direta (barra) (15x) - Rosca alternada (15x) - Rosca Simultânea martelo (15x)

2 min. de descanso

Rosca invertida (barra) (15x)- Rotação de punho halter (15x)- Flexão de punho halter (15x) descansa 1min.
Rosca invertida (barra) (15x)- Rotação de punho halter (15x)- Flexão de punho halter (15x) descansa 1min.
Rosca invertida (barra) (15x)- Rotação de punho halter (15x)- Flexão de punho halter (15x)

2 min. de descanso

E assim sucessivamente.

Duração: + ou - 11 minutos por bloco  = 1 hora de treino.


TREINO: 5 semanas

Bíceps  
- Rosca direta (barra)
- Rosca alternada
- Rosca Simultânea martelo

Antebraço
- Rosca invertida (barra)
- Rotação de punho halter
- Flexão de punho halter

Ombro
- Elevação lateral
- Desenvolvimento - Flexão (barra)
- Desenvolvimento halter

Tríceps
- Triceps banco
- Francês unilateral
- Triceps testa

Abdomen
- com pernas elevadas
- prancha (abdominal mais visto nos treinamentos internacionais)
- tradicional
- torção de tronco

Não esqueçam que o ideal é estar sempre acompanhado de um profissional capacitado.

IMAGENS


BÍCEPS



Rosca alternada





ANTEBRAÇO




Rotação internaexterna do punho com halter




OMBRO

Elevação Lateral







TRÍCEPS

Tríceps banco


Tríceps francês unilateral


Tríceps testa


ABDOMINAIS


 Com pernas elevadas



Prancha


Tradicional



Torção de tronco



           Já estou preparando o post do finguer e muro. Logo mais estará postado!

Agradecimento especial aos amigos, que nunca me deixaram perder a vontade de voltar aos treinos, a escalar, e sempre estiveram perto, mesmo que por mensagens... muito obrigada.

Felipe Sertã, Jessica, Glaura Veiga, Marcos Babu, às meninas do filme Elas na Pedra e outras pessoas que através do facebook sempre mandam mensagens carinhosas.

          Nada disso estaria acontecendo se não fosse o apoio do meu namorado Luciano Rocha, que com paciência, viu muitos treinos comigo, me viu treinar, muitas vezes sem foco, e está me ajudando a voltar com os treinamentos orientados, sempre com sua orientação profissional e muito amor. (Né Mô!?)


Bom final de semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

terça-feira, 15 de abril de 2014

ELAS NA PEDRA - Disponível no vimeo

Elas na Pedra!




Elas na Pedra é o primeiro filme do EscaladaINT e também o primeiro filme brasileiro somente com escaladoras. 5 meninas diferentes, escalando em lugares diferentes, vias diferentes, mas com a mesma paixão pela escalada.

Por que elas escolhem uma via? Quais os desafios? O que as motiva?

"Elas na Pedra" (Ladies on the Rock) is the first film by EscaladaINT and the first Brazilian film of only female climbers. 5 different girls, climbing in different places, different routes, but with the same passion for climbing.

Why did they choose a route? What are the challenges? What motivates them?
Escaladoras/ Climbers:
Ana Lígia Fujiwara - São Paulo
Daniela Santos - Bahia
Diandra Pitella - Espírito Santo
Flavia Dos Anjos - Rio de Janeiro
Marcella Romanelli - Minas Gerais
Músicas/ Musics:
Sons Gonna Rise - Citizen Cope
As Colorful As Ever - Broke for free
Bullet and A Target - Citizen Cope
Defying Gravity - Gramatik
Betterman - The John Butler Trio
The sun ain't shining no more - The asteroids galaxy tour






Agradecimento especial à Ana Lígia por todo o projeto, energia positiva, alegria, trabalho, tudo, mas tudo mesmo.




Estamos juntas Ana!  Sempre!!  Que venham outros projetos!!!






Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

terça-feira, 11 de março de 2014

Laudo: Condropatia patelar grau IV


Respirar.... tudo que eu mais preciso!

Depois de muito choro, e desespero.... me acalmei.  Obrigada aos amigos que imediatamente me deram atenção, em mensagens, telefonemas, puxaram minha orelha, me orientaram... enfim. 
OBRIGADA de coração.

Estranha sensação de que tudo que gosto se foi. Dias difíceis em todos os sentidos. E agora... preciso ser mais forte ainda. Sentimentos ainda confusos e tristes, mas cada minuto que passa vou me sentindo melhor. 
Já estou pensando em REMAR. 

Pois é, assim foram os resultados dos exames (ressonância, raio x dos joelhos, raio x panorâmico). 

Condropatia patelar grau IV 

e desvio lateral da patela


Não posso fazer qualquer tipo de atividade física que dobre e estique a perna. Remédios (6 meses). E umas injeções no joelho e fisioterapia.


Sobre o assunto:


Condromalácia patelar significa amolecimento da cartilagem. Essa condição também é conhecida como síndrome da dor patelo-fermural ou joelho de corredor, e trata-se de patologia crônica degenerativa da cartilagem da articulação da superfície posterior da patela e dos côndilos femorais, gerando desconforto e dor em torno ou atrás da patela.

O termo condromalácia patelar descreve um joelho estruturalmente lesado, enquanto que síndrome da dor patelo-femural diz respeito aos estágios iniciais da patologia, período no qual o quadro ainda pode ser revertido. Todavia, alterações resultantes de reações inflamatórias internas da cartilagem geram uma destruição estrutural de tratamento mais complicado.

A exata causa da condromalácia patelar ainda não foi elucidada, mas existem hipóteses de que sua etiologia esteja relacionada com fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que levam ao enfraquecimento e amolecimento da cartilagem. O fator mais comum é o traumatismo, tanto crônico (por fricção crônica entre a patela e o sulco patelar do fêmur), ou por um trauma único, como uma pancada, e também, pode ser resultante de uma lesão aguda da cartilagem femoropatelar, causando uma nutrição inadequada da estrutura em questão devido a fissuras produzidas.

Esta patologia é classificada em quatro níveis distintos, de acordo com Outebridge (1961):
  • Grau I: amolecimento da cartilagem e edemas.
  • Grau II: fragmentação da cartilagem ou rachaduras com diâmetro inferior a 1,3 cm de diâmetro.
  • Grau III: fragmentação ou rachaduras com diâmetro superior a 1,3 cm de diâmetro.
  • Grau IV: erosão ou perda total da cartilagem da articulação em questão, com exposição do osso subcondral.


Como ocorre a condropatia

A condropatia é uma patologia de evolução lenta e pode demorar muitos anos para se desenvolver. Ocorre quando a articulação femoropatelar sofre modificações em sua biomecânica normal decorrente de alguma lesão. É mais comum em mulheres devido à predisposição física, porém também tem uma grande incidência em homens. Essa articulação é muito solicitada em atividades como corrida, musculação, ginástica e em esportes em geral. Quando estes são realizados de maneira excessiva, de forma inadequada ou o indivíduo tem uma predisposição à instalação da lesão, a articulação femoropatelar primeiramente fica inflamada e se os agentes causadores persistirem a cartilagem vai se desgastando até a articulação virar um contato de osso com osso (artrose). Alguns motivos estão fortemente ligados à condropatia. Entre os principais estão:

- Lesões causadas por treino excessivo;
- Deficiência  de força muscular;
- Atividades de impacto;
- Alongamento deficiente;
- Sobrecarga mecânica por excesso de uso;
- Sobrecarga mecânica por encurtamentos musculares;
- Fraqueza do músculo vasto medial obliquo;
- Encurtamento do retináculo lateral do joelho;
- Patela alta- desalinhamento dos membros inferiores;
- Predisposição biomecânica.

Tratamento

O principal tratamento da condropatia da articulação femoropatelar é feito por meio do reequilíbrio muscular, que pode ser adquirido durante sessões de fisioterapia, por exemplo. O tratamento deve ser individualizado, pois cada paciente apresenta uma deficiência específica. O tratamento cirúrgico por artroscopia ou cirurgia aberta é menos frequente e dependerá do grau de lesão e suas causas. O tratamento concentra-se em:
- Alongamento dos músculos posteriores dos membros inferiores;
- Fortalecimento do músculo vasto medial oblíquo
- Propriocepção;
- Medicações analgésicas- técnicas analgésicas em fisioterapia.




Recuperação

As condropatias são IRREVERSÍVEIS. O tratamento das lesões visa eliminar ou diminuir os sintomas, principalmente a dor. A reincidência de dor é alto se o paciente não controlar o déficit que motivou a lesão, seja ele alongamento ou força. O tratamento inadequado ou a falta dele pode desencadear sintomas mais fortes e a descontinuidade dele a reincidência dos sintomas. A prevenção é sempre a melhor saída. As condropatias podem ser evitadas, principalmente, com a manutenção do bom equilíbrio muscular e controlando os fatores de risco como ficar muito tempo sentado e subir e descer escadas muitas vezes ao dia.



MOTIVAÇÃO não pode parar!!!!

Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

Fontes:
http://espafisio.blogspot.com.br/2012/06/condromalacia-e-condropatia-patelar.html
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/reumato/condromalacia/condromalacia.htm
http://o2porminuto.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=3184
http://fisioterapianaortopedia.blogspot.com/2009/12/condromalacia-patelar.html
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_print.asp?cod_noticia=1148
Ilustração: http://www.revistapilates.com.br/2010/02/26/condromalacia-patelar-estabilizada-pelo-pilates-2/


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lesão - Patela - Primeiros resultados

Lesão Patelar

Estamos todos propícios para ter lesão. Ainda mais com treinos diários. Três vezes por semana corrida entre 9 km e 10 km, 2 vezes por semana treino no muro de escalada, e final de semana escalada na rocha.

Dia 8 de fevereiro, Corrida das luzes. Será que tudo começou aqui??


Pois é, a empolgação de correr 10 km e passar pela Terceira Ponte à noite foi o que me motivou a participar desta corrida. Além é claro encontrar os amigos e divertir.

Na quarta-feira dia 12, sai para correr como sempre. Chegando em casa, a dor no joelho era muito intensa, esperei o outro dia e nada. As dores pioraram. para subir escada era insuportável, ficar sentada com o joelho dobrado era impossível. Médicos, só pra depois do dia 25/02.


Hoje uma confusão. Meu médico desmarca a consulta, tinha uma cirurgia. Remarcar somente para depois do dia 18 de março.  Muito Legal ! ADOREI!

Fui para o hospital da UNIMED,  depois de horas, o medico pergunta: Quem é o próximo??  Não pensei duas vezes e entrei no consultório. Muito mal atendida, descobri o nome do médico na receita do remédio que ele mandou eu tomar junto com faz compressa quente... umas 3 vezes ao dia. (Saí de la P. da vida)

Consegui com a ajuda da minha amiga Maria Julia, que o ortopedista que dá aula pra ela me atendesse hoje ainda. Uff que alivio. Amei o médico! Pelo menos sabe tudo da minha vida e examinou tudo que precisava: o joelho ferrado e o outro, coluna e costas!

Bom, PATELA do joelho direito.  Aí está o problema.



Resultado ainda nada, exames pedidos, ressonância e raio x. Medicamento para dor e anti-inflamatório. O que fazer agora e qual lesão, somente depois dos resultados, para saber o grau da lesão. O único comentário foi.... isso tudo deve ter começado na corrida "descida da ponte".

Nada de resultado final.... mas possíveis diagnósticos:

  • Crondomalácia patelar

condromalácia patelar é uma das lesões típicas de corredor. Ela é um dos componentes da síndrome femoropatelar, patologia também chamada de “joelho de corredor”.



Na condromalácia patelar há uma lesão na cartilagem anterior do joelho (patela), que pode ir de um amolecimento até uma perda completa de parte da cartilagem. Alto impacto, desequilíbrio muscular e desalinhamentos que geram sobrecarga no joelho são alguns dos fatores causadores dessa lesão. O diagnóstico e tratamento desses fatores permite o prosseguimento da prática esportiva com grande redução dos sintomas, ou seja, sem dores.

(http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2013/07/joelho-de-corredor-saiba-o-que-e-condromalacia-patelar-e-como-evita-la.html)

  • Tendinite Patelar

O tendão patelar é a estrutura do joelho que liga a patela à tíbia. Faz parte do que é chamado mecanismo extensor do joelho, juntamente com o músculo anterior da coxa (quadríceps) e seu tendão e a própria patela. Com a contração do quadríceps, e com a integridade de todas essas estruturas, ocorre a extensão da perna.
O tendão patelar, que também pode ser chamado de ligamento patelar (ou ligamento da patela, que é o nome atual aceito pelos anatomistas) é local relativamente comum de lesões em atletas. Os esportes mais relacionados às lesões do tendão patelar são aqueles que geralmente envolvem saltos, como voleibol, basquetebol e algumas modalidades do atletismo.  Mas essas lesões não são exclusividade desses esportes e ocorrem também em outras atividades, como corrida, futebol e tênis.

(http://www.milton.com.br/esporte/saiba_mais/texto_16.htm)


Aguardar ansiosa por tudo isso.

Treinos... só braços, peito e costas.... Projeto mostra em recuperação!! 
(logo posto os exercícios/treino)


Fotos: Felipe Sertã


MOTIVAÇÃO não pode parar!!!!

Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!!