terça-feira, 15 de abril de 2014

ELAS NA PEDRA - Disponível no vimeo

Elas na Pedra!




Elas na Pedra é o primeiro filme do EscaladaINT e também o primeiro filme brasileiro somente com escaladoras. 5 meninas diferentes, escalando em lugares diferentes, vias diferentes, mas com a mesma paixão pela escalada.

Por que elas escolhem uma via? Quais os desafios? O que as motiva?

"Elas na Pedra" (Ladies on the Rock) is the first film by EscaladaINT and the first Brazilian film of only female climbers. 5 different girls, climbing in different places, different routes, but with the same passion for climbing.

Why did they choose a route? What are the challenges? What motivates them?
Escaladoras/ Climbers:
Ana Lígia Fujiwara - São Paulo
Daniela Santos - Bahia
Diandra Pitella - Espírito Santo
Flavia Dos Anjos - Rio de Janeiro
Marcella Romanelli - Minas Gerais
Músicas/ Musics:
Sons Gonna Rise - Citizen Cope
As Colorful As Ever - Broke for free
Bullet and A Target - Citizen Cope
Defying Gravity - Gramatik
Betterman - The John Butler Trio
The sun ain't shining no more - The asteroids galaxy tour






Agradecimento especial à Ana Lígia por todo o projeto, energia positiva, alegria, trabalho, tudo, mas tudo mesmo.




Estamos juntas Ana!  Sempre!!  Que venham outros projetos!!!






Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

terça-feira, 11 de março de 2014

Laudo: Condropatia patelar grau IV


Respirar.... tudo que eu mais preciso!

Depois de muito choro, e desespero.... me acalmei.  Obrigada aos amigos que imediatamente me deram atenção, em mensagens, telefonemas, puxaram minha orelha, me orientaram... enfim. 
OBRIGADA de coração.

Estranha sensação de que tudo que gosto se foi. Dias difíceis em todos os sentidos. E agora... preciso ser mais forte ainda. Sentimentos ainda confusos e tristes, mas cada minuto que passa vou me sentindo melhor. 
Já estou pensando em REMAR. 

Pois é, assim foram os resultados dos exames (ressonância, raio x dos joelhos, raio x panorâmico). 

Condropatia patelar grau IV 

e desvio lateral da patela


Não posso fazer qualquer tipo de atividade física que dobre e estique a perna. Remédios (6 meses). E umas injeções no joelho e fisioterapia.


Sobre o assunto:


Condromalácia patelar significa amolecimento da cartilagem. Essa condição também é conhecida como síndrome da dor patelo-fermural ou joelho de corredor, e trata-se de patologia crônica degenerativa da cartilagem da articulação da superfície posterior da patela e dos côndilos femorais, gerando desconforto e dor em torno ou atrás da patela.

O termo condromalácia patelar descreve um joelho estruturalmente lesado, enquanto que síndrome da dor patelo-femural diz respeito aos estágios iniciais da patologia, período no qual o quadro ainda pode ser revertido. Todavia, alterações resultantes de reações inflamatórias internas da cartilagem geram uma destruição estrutural de tratamento mais complicado.

A exata causa da condromalácia patelar ainda não foi elucidada, mas existem hipóteses de que sua etiologia esteja relacionada com fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que levam ao enfraquecimento e amolecimento da cartilagem. O fator mais comum é o traumatismo, tanto crônico (por fricção crônica entre a patela e o sulco patelar do fêmur), ou por um trauma único, como uma pancada, e também, pode ser resultante de uma lesão aguda da cartilagem femoropatelar, causando uma nutrição inadequada da estrutura em questão devido a fissuras produzidas.

Esta patologia é classificada em quatro níveis distintos, de acordo com Outebridge (1961):
  • Grau I: amolecimento da cartilagem e edemas.
  • Grau II: fragmentação da cartilagem ou rachaduras com diâmetro inferior a 1,3 cm de diâmetro.
  • Grau III: fragmentação ou rachaduras com diâmetro superior a 1,3 cm de diâmetro.
  • Grau IV: erosão ou perda total da cartilagem da articulação em questão, com exposição do osso subcondral.


Como ocorre a condropatia

A condropatia é uma patologia de evolução lenta e pode demorar muitos anos para se desenvolver. Ocorre quando a articulação femoropatelar sofre modificações em sua biomecânica normal decorrente de alguma lesão. É mais comum em mulheres devido à predisposição física, porém também tem uma grande incidência em homens. Essa articulação é muito solicitada em atividades como corrida, musculação, ginástica e em esportes em geral. Quando estes são realizados de maneira excessiva, de forma inadequada ou o indivíduo tem uma predisposição à instalação da lesão, a articulação femoropatelar primeiramente fica inflamada e se os agentes causadores persistirem a cartilagem vai se desgastando até a articulação virar um contato de osso com osso (artrose). Alguns motivos estão fortemente ligados à condropatia. Entre os principais estão:

- Lesões causadas por treino excessivo;
- Deficiência  de força muscular;
- Atividades de impacto;
- Alongamento deficiente;
- Sobrecarga mecânica por excesso de uso;
- Sobrecarga mecânica por encurtamentos musculares;
- Fraqueza do músculo vasto medial obliquo;
- Encurtamento do retináculo lateral do joelho;
- Patela alta- desalinhamento dos membros inferiores;
- Predisposição biomecânica.

Tratamento

O principal tratamento da condropatia da articulação femoropatelar é feito por meio do reequilíbrio muscular, que pode ser adquirido durante sessões de fisioterapia, por exemplo. O tratamento deve ser individualizado, pois cada paciente apresenta uma deficiência específica. O tratamento cirúrgico por artroscopia ou cirurgia aberta é menos frequente e dependerá do grau de lesão e suas causas. O tratamento concentra-se em:
- Alongamento dos músculos posteriores dos membros inferiores;
- Fortalecimento do músculo vasto medial oblíquo
- Propriocepção;
- Medicações analgésicas- técnicas analgésicas em fisioterapia.




Recuperação

As condropatias são IRREVERSÍVEIS. O tratamento das lesões visa eliminar ou diminuir os sintomas, principalmente a dor. A reincidência de dor é alto se o paciente não controlar o déficit que motivou a lesão, seja ele alongamento ou força. O tratamento inadequado ou a falta dele pode desencadear sintomas mais fortes e a descontinuidade dele a reincidência dos sintomas. A prevenção é sempre a melhor saída. As condropatias podem ser evitadas, principalmente, com a manutenção do bom equilíbrio muscular e controlando os fatores de risco como ficar muito tempo sentado e subir e descer escadas muitas vezes ao dia.



MOTIVAÇÃO não pode parar!!!!

Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

Fontes:
http://espafisio.blogspot.com.br/2012/06/condromalacia-e-condropatia-patelar.html
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/reumato/condromalacia/condromalacia.htm
http://o2porminuto.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=3184
http://fisioterapianaortopedia.blogspot.com/2009/12/condromalacia-patelar.html
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_print.asp?cod_noticia=1148
Ilustração: http://www.revistapilates.com.br/2010/02/26/condromalacia-patelar-estabilizada-pelo-pilates-2/


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lesão - Patela - Primeiros resultados

Lesão Patelar

Estamos todos propícios para ter lesão. Ainda mais com treinos diários. Três vezes por semana corrida entre 9 km e 10 km, 2 vezes por semana treino no muro de escalada, e final de semana escalada na rocha.

Dia 8 de fevereiro, Corrida das luzes. Será que tudo começou aqui??


Pois é, a empolgação de correr 10 km e passar pela Terceira Ponte à noite foi o que me motivou a participar desta corrida. Além é claro encontrar os amigos e divertir.

Na quarta-feira dia 12, sai para correr como sempre. Chegando em casa, a dor no joelho era muito intensa, esperei o outro dia e nada. As dores pioraram. para subir escada era insuportável, ficar sentada com o joelho dobrado era impossível. Médicos, só pra depois do dia 25/02.


Hoje uma confusão. Meu médico desmarca a consulta, tinha uma cirurgia. Remarcar somente para depois do dia 18 de março.  Muito Legal ! ADOREI!

Fui para o hospital da UNIMED,  depois de horas, o medico pergunta: Quem é o próximo??  Não pensei duas vezes e entrei no consultório. Muito mal atendida, descobri o nome do médico na receita do remédio que ele mandou eu tomar junto com faz compressa quente... umas 3 vezes ao dia. (Saí de la P. da vida)

Consegui com a ajuda da minha amiga Maria Julia, que o ortopedista que dá aula pra ela me atendesse hoje ainda. Uff que alivio. Amei o médico! Pelo menos sabe tudo da minha vida e examinou tudo que precisava: o joelho ferrado e o outro, coluna e costas!

Bom, PATELA do joelho direito.  Aí está o problema.



Resultado ainda nada, exames pedidos, ressonância e raio x. Medicamento para dor e anti-inflamatório. O que fazer agora e qual lesão, somente depois dos resultados, para saber o grau da lesão. O único comentário foi.... isso tudo deve ter começado na corrida "descida da ponte".

Nada de resultado final.... mas possíveis diagnósticos:

  • Crondomalácia patelar

condromalácia patelar é uma das lesões típicas de corredor. Ela é um dos componentes da síndrome femoropatelar, patologia também chamada de “joelho de corredor”.



Na condromalácia patelar há uma lesão na cartilagem anterior do joelho (patela), que pode ir de um amolecimento até uma perda completa de parte da cartilagem. Alto impacto, desequilíbrio muscular e desalinhamentos que geram sobrecarga no joelho são alguns dos fatores causadores dessa lesão. O diagnóstico e tratamento desses fatores permite o prosseguimento da prática esportiva com grande redução dos sintomas, ou seja, sem dores.

(http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2013/07/joelho-de-corredor-saiba-o-que-e-condromalacia-patelar-e-como-evita-la.html)

  • Tendinite Patelar

O tendão patelar é a estrutura do joelho que liga a patela à tíbia. Faz parte do que é chamado mecanismo extensor do joelho, juntamente com o músculo anterior da coxa (quadríceps) e seu tendão e a própria patela. Com a contração do quadríceps, e com a integridade de todas essas estruturas, ocorre a extensão da perna.
O tendão patelar, que também pode ser chamado de ligamento patelar (ou ligamento da patela, que é o nome atual aceito pelos anatomistas) é local relativamente comum de lesões em atletas. Os esportes mais relacionados às lesões do tendão patelar são aqueles que geralmente envolvem saltos, como voleibol, basquetebol e algumas modalidades do atletismo.  Mas essas lesões não são exclusividade desses esportes e ocorrem também em outras atividades, como corrida, futebol e tênis.

(http://www.milton.com.br/esporte/saiba_mais/texto_16.htm)


Aguardar ansiosa por tudo isso.

Treinos... só braços, peito e costas.... Projeto mostra em recuperação!! 
(logo posto os exercícios/treino)


Fotos: Felipe Sertã


MOTIVAÇÃO não pode parar!!!!

Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Kdena do GRAVETO - seu primeiro Oitavo e já é um 8b!


CALOGI - Via Linha final (8b)


Assim começou a tarde de hoje. Busquei o Graveto em casa, e fomos pra Calogi. De férias e sem muitas pretenções. Vamos escalar!! Isso significava qualquer via. Pensamos em uma parede de sextos graus, mas depois que chegamos por la, muitas nuvem estranhas, resolvemos ficar na  via Linha final (8b), mais perto, e sempre seca.




Graveto equipou, lembrou da via, e na segunda entrada: KDENA!  Foi lindo estar ali na segue e vibe pra ele. Sua simplicidade é encantadora e motivadora. Ele só disse assim: Nossa!!! Meu primeiro oitavo e já é um 8b, INACREDITÁVEL! Sorriu e pronto. Este é o GRAVETO




"Sabe quando você entra na via , mas não está esperado a cadena e

 no final você acaba mandando a via ???  Foi isso que aconteceu." (Graveto)






 "A tarde começou já ameaçando chover , eu estava animado para escalar, entrei focado, mas não achava que iria mandar a via principalmente um 8º b. Acabou que consegui , fiquei muito feliz! Uma via incrível, teve um lance que eu entrei errado e pedi para travar , mas a Diandra começou a falar:" vai.... vai..... faz o movimento de novo" , troquei os pés e fui em direção ao "agarão " , tudo na vibe positiva , acabei a via com os dedos ardendo!
 No fim dia estava com meu primeiro 8º grau no bolso !!!" (Graveto)



Sorriso depois da kdena!

De volta pra casa, com muita alegria e mais motivação para voltar amanhã. 
Dia das vias de resistência.



Parabéns Graveto, será sempre assim sua vida na escalada. Cheia de alegria e motivação! 
KMONNNN sempre!!!!


Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueça de RESPIRAR!! 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Evolução a mil na escalada: Pedro Pires (GRAVETO)


Entrevista com GRAVETO (Pedro Pires)

Graveto, Pedro Henrique Pires, tem 14 anos e cursa o 9º ano do Ensino Fundamental na cidade de Vitoria/ES. Fez um ano de escalada no final de 2013.

Garoto EXCELENTE! Topa tudo, sempre com simplicidade e humildade.


Fico perplexa com a evolução da escalada desse garoto!
kmonnnn Graveto, estamos juntos!





Como surgiu o interesse de escalar?


O meu interesse pela escalada surgiu justamente durante o período em que eu era pequeno quando eu passei a observar os escaladores no morro do moreno , comecei a achar incrível uma pessoa ser escalador e ficava pensando se um dia talvez eu pudesse ser um escalador também . 

Mas, por mais que admirasse a escalada, eu nunca procurei saber sobre alguma empresa de turismo de aventura ou se existis alguma associação de escalada  no estado, porque eu achava que a escalada era um esporte muito difícil para eu praticar e eu não tinha ideia de como começar a escalar. 


Foi só em 2011 que eu comecei a me informar sobre a escalada capixaba, descobrindo que o estado tinha de fato uma associação de escalada a  Associação Capixaba de Escalada (ACE) , e que tinha a Planeta Vertical uma empresa de turismo de aventura , na medida em que eu fui pesquisando sobre a escalada em geral eu fui descobrindo um monte de coisas legais aumentando ainda mais  o meu interessante em escalar .



Como e onde começou a escalar?          


   
Desde que eu era pequeno sempre quis escalar. Eu adorava passar na terceira ponte e observar o Morro do Moreno para ver se havia alguns escaladores no setor da boca e quando eu os via ficava imaginado se um dia eu poderia ser um daqueles escaladores, porém sempre fazia a mesma pergunta: como eles começaram a escalar?

Passaram alguns anos e a curiosidade sobre a escalada foi só aumentando e no final de 2011 descobri a Planeta Vertical, a melhor empresa de turismo de aventura do ES, e fiquei muito feliz. Logo em janeiro de 2012 fiz meu primeiro rapel com a Planeta Vertical no Morro do Moreno. Ao longo do ano de 2012 eu fui fazendo rapéis e sempre trocava ideias sobre escalada com o Oswaldo e sua equipe, a minha intenção era que no final do ano em dezembro eu realizaria o curso básico de escalada e então iria conhecer o mundo da escalada capixaba.

Foi então que, em meados de 2012, Oswaldo me contou sobre a existência do muro da ACE no bairro de Fátima, e fiquei muito animado.  Logo na semana seguinte fui conhecer o muro. Depois da minha primeira ida ao muro eu comecei a ir semanalmente e foi apenas uma questão de tempo para eu conhecer toda a galera e ir evoluindo até atualmente. 

Hoje, costumo escalar no Calogi, que fica localizado no município da Serra. Lá escalo principalmente  vias de resistência .


Via Tempo de Chuva (7b) - Foto Naoki Arima

O que significa a escalada para você?



A escalada para mim significa muita coisa, desde quando eu comecei a escalar passei a pensar de uma forma diferente, eu tive uma experiência de vida incrível, nunca achei que eu poderia, por exemplo, estar no cume de uma montanha .

Para mim, a escalada é para se divertir e relaxar. Quando estou escalando esqueço dos problemas e me concentro na escalada .


Quais são os seus desafios na escalada? O que te motiva?


Um dos desafios é a insegurança. As vezes fico inseguro em fazer certos movimentos com medo de fazer errado gastando muita força o que pode levar a uma queda. 

Motivação é que quando eu estou em uma situação como essa, tenho duas opções: ou eu faço o movimento ou eu caio sem mesmo tentar , então só me restar tentar e conseguir.




Como está a sua evolução na escalada?


A minha evolução na escalada tem sido algo bem satisfatório para mim. Eu não achava que em um ano de escalada eu iria evoluir tanto. O que me  ajudou muito nesse tempo foi que a galera sempre me deu muito apoio, eles me ensinaram e continuam ensinando muitas coisas.

Eu tenho 1 ano de escalada e já presenciei e aprendi  muitas coisas neste período, porém  tenho muito a aprender e muitas escaladas para fazer.

Se preparando para o primeiro 7a kdena a vista!   - Para aquecer!
Via Guardião do Antão - Lapa do Antão / MG

Como é a sua rotina de treinos?


O meu primeiro contato com a escalada foi com a escalado indoor no muro da ACE, eu já iniciei a escalar treinando no muro onde eu fui conhecendo a galera da escalada e aprendendo muito com eles. 

Treino 1:30 h - duas vezes por semana - nas terças e quintas: faço vias de resistência 30 à 40 movimentos. Entre uma escalada e outra tento fazer um descanso de aproximadamente 7 mim , mas dificilmente consigo fazer essa pausa de 7 min, sempre demora mais pois acabo conversando, aliás tão importante quanto treinar é se socializar. Eu alterno entre treinar resistência e boulder.


Fale um pouco sobre a escalada X lesões. Você já sofreu alguma lesão ?


Todo escalador está sujeito a se lesionar algum dia. Eu, infelizmente, acabei  sendo esse escalador. A mais ou menos dois meses atrás, eu senti um estalo e uma perda de força no joelho esquerdo. Então fui ao médico que constatou que minhas articulações estavam fracas pois não tinham muito músculo na perna, então comecei a fazer fisioterapia para fortalecer o joelho para ganhar músculos na perna e logo parar o estalo. E assim foi, fiz e continuo fazendo fisioterapia , o estalo já quase parou  e a falta de força sumiu .

  Qual conselho você daria para quem deseja começar a escalar?


Conselho que tenho a dar é procurar alguma empresa de turismo de aventura ou algum ginásio de escalada. Por mais que o começo na escalada possa ser difícil para muitas pessoas o importante é se divertir.



Viagem antão

Antão foi um dos melhores lugares que já escalei. Eu não imaginaria que tinha uma pedra tão macia, já que aqui no Espírito Santo é muito abrasiva a rocha . 

Achei incrível escalar lá, as agarras são bem diferentes do que estou acostumado, lá fiquei no abrigo da Lapinha, onde conheci muitos escaladores de outros estados, foi uma experiência muito boa .





Fala sobre sua primeira via conquistada?

 

Desde que eu comecei a escalar sempre tive a curiosidade de saber como era conquistar uma via e como  se colocava as proteções. Foi então que o escalador Naoki Arima me deu essa oportunidade de aprender e assim surgiu a via : Girino, que fica na Falésia de Apeninos no setor do Perereco .

Antes de eu começar a equipar a via,  Naoki me passou todas as instruções e na medida que eu ia equipando a via, Naoki ia me acompanhando para me orientar  e me ensinar e claro tirar uma foto! No dia estavam os escaladores Dunada e Diandra que também me orientaram, estava também o escalador local Taffarel . 

Nesse dia pude aprender muitas coisas e aproveitar bastante . Uma das coisas mais difíceis nesse dia foi de eu ter que levar a mochila do Naoki, na ida e na volta. Com isso, aprendi na prática que eu nunca devo reclamar da minha  mochila que está pesada, pois sempre vai ter alguém com uma mais pesada .


Você considera a escalada um esporte?


A escalda é muito mais que um esporte, é um estilo de vida. A maioria das pessoas possuem um estereótipo que a escalada é um esporte muito perigoso, difícil e muitas dessa pessoas não intendem o que leva uma pessoa a expor sua vida para escalar uma montanha. Realmente e escalada é um esporte que tem vários riscos de acontecer um acidente, porém tendo um conhecimento e equipamentos adequados esse risco diminui consideravelmente , além do mais, o escalador tem que saber seus limites .

A escalada é um esporte muito legal de se praticar , estar no meio do mato escalando uma montanha é uma sensação que poucas pessoas tem a oportunidade de ter . 

Hoje sou um atleta apoiado pela Planeta Vertical, junto com a escaladora Diandra e Oswaldo.



Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueçam de RESPIRAR!! 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Jutelier - Arte com material de escalada!

Fitas de slackline, cordas de parapente e de escalada 

recebidos por doações são transformados em acessórios



O projeto, que reúne um pouco de arte/artesanato e ecodesign, surgiu em 2012, a partir da utilização de material de cordas de parapente, obtidas por acaso através da doação de um amigo!


 Desde então, desenvolve acessórios femininos com material esportivo recolhido através de doações, uma vez que o material não teria mais utilidade e seria descartado! 


Com intuito de reciclá-los de forma criativa e atraente, para além da disseminação da importância de educação ambiental, visa a intervenção no ciclo de vida de tais materiais, levantando uma nova proposta bioeconômica!




A matéria-prima de Júlia são os materiais esportivos, mas ela não se prende. Com metais e strass, ela vai dando forma a diversos modelos de acessórios. São onze modelos de cordões, nove de pulseiras, dois de cintos e dois de brincos. Mas quem pensa que a artesã só se dedica ao público feminino, está enganado. Para agradar os esportistas que também a ajuda, ela criou um modelo de pulseira masculino, que também pode ser usado como tornozeleira.


Amigos escaladores já usam as peças da Jutelier



Luana Rebouças

Ana Lígia

Maria Julia

Diandra Pittella
Denise Telles

Fabio Fabre

Maravilhosas peças



Enquanto a artesã Júllia Tedesco não monta seu ateliê, ela expõe seus acessórios em eventos esportivos. Ela aproveitou para apresentar suas bijuterias feitas de materiais recicláveis em uma feira de Belo Horizonte, Minas Gerais, e na Abertura de Temporada de Escalada do Espírito Santo, que aconteceu em Castelo, interior do Estado.








Júllia Tedesco Moraes

Engenheira Ambiental e artesã.

O trabalho manual de Júlia já saiu do Espírito Santo. Encomendas e doações vêm de todas as partes. Um exemplo disso é uma remessa de doações de materiais que ela recebeu, que foi enviada pelo Abrigo Cipó, de Santa Ana do Riacho, Minas Gerais. Os escaladores mineiros fizeram um mutirão para reunir equipamentos inutilizados por eles e enviaram para a artesã, que já pensa nas próximas criações.


Por meio de uma página no Facebook, o Ac Jutelier, que ela recebe encomendas e ideias. 

https://www.facebook.com/jutelier?ref=ts&fref=ts



Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueçam de RESPIRAR!! 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Meu treinamento e Resultados na Escalada e na vida!


UM SONHO:  Via Linha Final (8b) - Calogi - ES


Depois dos treinos terem começado - já fiz a via com uma queda!!!

Algumas pessoas têm me perguntado o que faço e como treino para minha escalada estar em constante evolução.


Depois de alguns dias, semanas sem nenhuma postagem nova, hoje volto a escrever o que estou fazendo e como ando treinando para melhorar minha escalada e meu corpo. E estou SUPER FELIZ  com o sucesso dos resultados.



Muro em casa!


O desejo de ir cada vez mais forte na escalada esportiva, com suas dificuldades existentes, fez com que eu procurasse novos recursos para meu condicionamento físico e técnico. Não bastava só treinar no muro, ou só finais de semana na rocha. Procurei a musculação para se transformar num aliado para corrigir certas deficiências em resistência e força.


MUSCULAÇÃO


Para Wayne Wescott, diretor de pesquisa da Universidade de YMCA, e conselheiro do American College of Sport Medicine e da National Youth Sport Safety Fundation, “o treinamento de musculação quando realizado em compasso com a escalada, mesmo que com pouco tempo relativo para a sua prática, é a melhor maneira de aumentar a capacidade funcional do sistema músculo esquelético, produzindo ganhos de força significativa que melhoram muito o desempenho na escalada”.




A musculação para escaladores deve ter como objetivo aperfeiçoar qualidades físicas inerentes a atividade e melhorar a condição muscular localizada com ênfase aos movimentos específicos de maior dificuldade para o atleta. O treinamento para escaladores deve ser diferenciado do treino de praticantes comuns a musculação. Não só pelas cargas, mas também por dar ênfase a grupos musculares mais exigidos, como costas, ombros e antebraço, pois os movimentos precisam ser os mais específicos possíveis para o esporte, não esquecendo das pernas. Esse treino promove adaptações que reduzem os riscos de futuras lesões causadas pelas altas pressões sofridas na escalada. Os movimentos e cargas padronizados da musculação levam mais rapidamente a uma adaptação - que exige maior armazenamento das proteínas elastina e colágeno nos tendões - levando a um aumento da capacidade de suportar cargas. 






E contrariando ao equívoco popular, se realizado adequadamente, o treino de musculação realmente aumenta a flexibilidade das articulações, mas somente em exercícios relacionados à amplitude máxima dos movimentos.




Assim tudo começou...


Decisão: Mesmo sem tempo.... vou treinar!  Difícil quando durante a semana se tem 58 aulas par dar!

Precisei de ajuda alimentar orientada pelo Personal, Treinador e Preparador Esportivo Luciano Rocha  e a Nutricionista Magda de Carvalho.

Logo um post sobre esta alimentação e a dieta utilizada.
Suplementação alimentar.
Dia 15 de outubro, a exatas 5 semanas ( 1 semana não treinei por falecimento familiar/ viagem), resolvi voltar à musculação, com objetivos específicos: não só perder peso, mas que tudo fosse feito relacionado ao que a escalada me exige.


Inicio do ano com meu muro de escalada em casa, treinei frenética durante 3 meses na companhia dos chilenos Cristian e Pedro, logo a francesa Corinne se juntou a nós.  No mínimo duas vezes por semana treinávamos aqui em casa. Resistência,  vias de força e boulders. Quando foram embora do Brasil, meus treinos começaram a ficar entediados, eu tinha que ter uma auto-vibe muito forte pra treinar forte como estava e sozinha.

Entendendo meu treino:

Sempre acompanhada e orientada pelo Prof. e personal Luciano Rocha. Que entendeu minha necessidade relacionada à escalada. E junto comigo estudou treinamentos, artigos, vídeos e acompanhou alguns treinos específicos de muro.
Faço treino no MURO em casa uma vez na semana (resistência e vias de 7˚ grau – sem crux definido). Em caso de chuva este treinamento passa a ser dois ou três dias na semana.



Eu estou treinando (musculação) 3 vezes por semana (as vezes 4, quando corro (8km – 50mim) e faço apoio e abdominais na praia). Meu treino é subdividido entre membros superiores e inferiores. Em que são executados os treinos no método TRI SET , que é um método muito desgastante, para os músculos e todo o corpo, por isso é necessário um intervalo ideal de 48 horas para cada treino.

Dados iniciais relevantes:                         Dados Finais:    (depois de 5 semana)
Peso: 64,5                                                    Peso: 60,5
19,6% de gordura corporal                          16,2 %gordura corporal
Cintura: 73cm                                              Cintura: 67cm
Abdomen: 84cm                                          Abdomen: 75,5cm
Coxa M.: 53,5cm                                        Coxa M.: 55cm
Perna: 35,5cm                                             Perna: 35cm
Braço: 28cm                                                 Braço: 27cm

Fiquei super feliz com os resultados de cintura e abdominal (uauuu), reduzi um número na calça e a atual já está larga. Mantive os baços e pernas, sinal de que os exercícios estão dando resultados. Em todas as outras medidas houve reduções esperadas.

TREINAMENTO:


Objetivos: HIPERTROFIA RESISTÊNCIA E FORÇA
Aquecimento: 5 A 10 MINUTOS ESTEIRA (corrida – 10km/h)








Dia A

EXTENSORA DROP SET
ROSCA DIRETA CROSS
BARRAS 6 A 8

AGACHAMENTO SMITH
ROSCA ALTERNADA
APOIOS SUBSOLO

ADUTORA
AGACHAMENTO SUMO
ROSCA INVERTIDA
EXERCICIOS ABDOMEN (SERRATEIS)

EXTENSORA UNILATERAL
TRICEPS PULLEY
EXERCICIOS ABDOMEN (reto)

LEG PRESS PÉS EM V
PANTURRILHA
TRICEPS CORDA
TRICEPS BANCO

Dia B

LEVANTAMENTO TERRA
PULLEY COSTAS
FLEXORA
REMADA BAIXA

BOM DIA
ELEVAÇÃO DA PELVE BARRA
PULLEY FRENTE

ELEVAÇÃO PELVICA UNIL.
AGACHAMENTO NA POLIA
PUXADA NA FITA FUNCIONAL

FLEXORA UNILATERAL
AVANÇO COM STEP
EXERCICIOS ABDOMEN (OBLIQUO)


Dia C

Agachamento  Smith
Leg Press
Extensora Drop set

Agachamento Frontal
Adutora Antiplaca
Extensora unilateral

Rosca Direta
Rosca Simultanea
Flexão Cotovelo / fita

Desenvolvimento Ombro
Elevação Lateral
Abdominal Supra
Abdominal lateral polia baixa


Não esquecendo dos alongamentos, sempre!!!



RESULTADO SENTIDO:


Depois de ter começado os treinos, minha resistência está incrível e a respiração já não me incomoda. Depois de ter mandando as vias de resistência em Calogi - Trem da alegria (7b), Trem da Morte (7c) e Expresso da Meia-noite (8a) - que hoje escalo com muita facilidade, os planos era a via Linha Final (8b) - Uma via curta de muita força e exige uma certa resistência pois tem apenas um descanso, com movimentos longos para que tem 1,65 m e agarras pequenas e machuquentas. Força que eu não tinha e não sabia como treinar. Era uma escalada praticamente de costura em costura, muitas quedas, uma verdadeira tortura, mas um sonho.

Semana passada, fiz a via com uma queda, pertinho da parada dupla!  Ai... como eu fiquei feliz!

Agora os treinos continuam..... rumo a kdena!!! E feliz com o superar a cada escalada!


Importante:


  • Procure um profissional capacitado para elaborar seu programa de treinos. O professor de Educação Física especializado em musculação é o mais indicado.
  • Tanto para atletas como para iniciantes é fundamental uma avaliação física para determinar o seu treino e portanto, chegar aos resultados em menor tempo.
  • Os exercícios com pesos devem seguir uma seqüência lógica de treino, com um programa inicial de adaptação, intermediário e avançado.
  • Não pule etapas do treinamento.



  • Queria muito que me sugerissem melhoras para o meu treino!!!

    https://www.facebook.com/diandra.pittella?ref=tn_tnmn  ou  diandrapittella@yahoo.com.br


    Boa semana, bons treinos, ótimas escaladas, e não esqueçam de RESPIRAR!!